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Plantas, ressecadas ou cultivadas, serão 'carnavalizadas' no desfile deste ano; veja como

2025-02-28 HaiPress

Capim barba de bode,barba de velho,musgos e cipó de japecanga: fantasia da Viradouro com materiais orgânicos — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

RESUMO

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GERADO EM: 27/02/2025 - 22:39

Carnaval 2023: Viradouro e Tijuca Inovam com Alegorias Sustentáveis

No Carnaval deste ano,a Viradouro e a Unidos da Tijuca inovam em suas alegorias,incorporando elementos naturais. A Viradouro substitui materiais sintéticos por plantas e sementes ressecadas,enquanto a Unidos da Tijuca aposta em um carro com mais de 350 mudas de plantas,reforçando temas ligados à natureza e tradições afro-indígenas. As escolas buscam criar impacto visual e relevância cultural,com um enfoque sustentável.

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Dos componentes às alegorias,tudo no desfile é pensado para agradar não só às arquibancadas lotadas da Marquês de Sapucaí,como também aos jurados. A beleza e pujança das escolas,muitas vezes,é garantida por elementos cotidianos,como macarrões de piscina ou CDs. Mas,desta vez,a Viradouro,por exemplo,optou por substituir pedrarias e materiais sintéticos por plantas,raízes e sementes,todos ressecados e "carnavalizados",ganhando tinta e sendo colocados em fantasias e carros alegóricos.

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Com o enredo "Malunguinho: o mensageiro de três mundos",entidade afro-indígena que,em vida,foi uma liderança do Quilombo do Catucá,em Pernambuco,a vermelho e branco de Niterói propõe levar uma "floresta encantada" para a Avenida: Malunguinho é considerado o rei da mata,como destaca verso no samba enredo deste ano,e também a introdução cantada pelo intérprete Wander Pires antes dos ensaios.

—Estou usando muito,em termos de materialidade,elementos orgânicos,porque a gente está falando do rei das matas. E a gente vai levar o público para essa mata encantada,do Catucá — explica Tarcísio Zanon,carnavalesco da Unidos do Viradouro,escola em que já foi campeão duas vezes (2020 e 2024).

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Não é possível usar tudo orgânico,pois muitos materiais se desintegrariam rápido demais. Mas algumas mudanças já foram aplicadas no que foi confeccionado. O galão,um material usado no acabamento de alegorias,deu lugar a raízes. Já sementes estão sendo usadas em vez de pedras. No caso de uma fantasia que pôde ser fotografada no barracão,a Barba de Bode (capim seco) foi pintada de vermelho,laranja e amarelo,assim como a Barba de Velho — usada em vasos de orquídeas — está em tom esverdeado.

Na parte debaixo do adereço,há ainda musgos e esferas feitas com o cipó de japecanga,usado até para fazer feitiço. Já num carro alegórico,foi usado pendão de cana-de-açúcar e rabo de lobo,por exemplo. Na mão de uma das esculturas da alegoria,apenas a espiga de milho era artificial: junto a ela estavam palha da costa e a verdadeira palha do milho. A imagem está envolta numa capa de sisal,feita pela tribo indígena Xukuru.

—A escola toda vem usando esses materiais — completa Tarcísio,que destaca a quantidade de mais de 100 sacos de cascalho,ou pelo menos meia tonelada de galhos comprados pela escola.

Escultura,envolta por capa de sisal; nas mãos,só espiga de milho é de mentira: palha da costa e palha do milho são usadas — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

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A proibição da Liesa,que consta no regulamento,é apenas ao uso de animais vivos,de quaisquer espécies. Não há menções a plantas,aposta da Unidos da Tijuca para um de seus carros,que terá mais de 350 mudas. Palmeiras,samambaias,espadas de São Jorge,costelas de Adão: todas serão replantadas após o desfile.

A ideia frisada pelo carnavalesco Edson Pereira é que "cultuar orixá é cultuar a natureza" — ele se refere ao enredo "Logun-Edé: santo menino que velho respeita" — mote dessa alegoria em questão,que,por isso,não terá plásticos.

—É o carro todo paisagista,com um profissional de paisagismo. Terá plantas naturais. É um projeto inovador,que a gente está fazendo há um tempo. As plantas estão sendo cuidadas diariamente dentro do barracão,para poder colocar na Avenida as plantas naturais — destaca Edson.

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