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Depois de ameaçar fechar STF, Eduardo Bolsonaro posa de perseguido político

2025-03-19 IDOPRESS

O deputado Eduardo Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara,em 2023 — Foto: Cristiano Mariz

RESUMO

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GERADO EM: 18/03/2025 - 21:55

Eduardo Bolsonaro nos EUA: licença da Câmara e críticas ao Brasil

Eduardo Bolsonaro,filho do ex-presidente Jair Bolsonaro,está nos EUA após anunciar uma licença da Câmara sem data de retorno. O deputado,que já ameaçou fechar o STF,agora se diz perseguido político,criticando instituições brasileiras e defendendo o pai,que enfrenta acusações. Sua saída ocorre em meio a investigações e um cenário político desfavorável para a família Bolsonaro,que perdeu força de mobilização no Brasil.

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Eduardo Bolsonaro trocou o trabalho em Brasília por uma temporada de férias nos Estados Unidos. O Zero Três informou que pediu licença da Câmara. Partiu sem marcar data para voltar ao batente.

O anúncio causou surpresa até no PL. O deputado estava em campanha para presidir a Comissão de Relações Exteriores. Queria usá-la como tribuna para defender o pai,prestes a virar réu por tentativa de golpe.

Ameaça explícita: Em 2018,Eduardo Bolsonaro falou em fechar STFÀ moda saudita: Bolsonaro tentou dar embaixada ao filho

Há três semanas,deputados do PT pediram a apreensão do passaporte de Eduardo. Alegaram que ele tentava usar seus contatos nos EUA para obstruir investigações e interferir em instituições brasileiras.

No vídeo divulgado ontem,o Zero Três indicou que os adversários tinham razão. Ele voltou a atacar a Polícia Federal,chamou integrantes do Supremo de “psicopatas” e avisou que sua nova “meta de vida” é retaliar o ministro Alexandre de Moraes. Mais tarde,escancarou suas intenções ao dizer que “a solução vai vir aqui dos EUA para resgatar nossas liberdades no Brasil”.

O filho de Jair Bolsonaro sempre tentou ser notado pela extrema direita americana. Quando o pai estava no poder,fez lobby para virar embaixador em Washington. A nomeação não saiu,mas ele conseguiu se aproximar de figuras como o ideólogo Steve Bannon.

Desde o início do ano,Eduardo viajou quatro vezes para os EUA. Descolou um convite para a posse de Trump e um comunicado do Departamento de Estado com críticas a decisões do Supremo que impuseram multas e bloqueios à rede X,de Elon Musk.

O comício do último domingo mostrou que a família Bolsonaro perdeu capacidade de mobilização. O ex-presidente havia prometido reunir um milhão de seguidores em Copacabana. Só juntou 18 mil,segundo medição de pesquisadores da USP. O fiasco complicou o plano de emparedar o Congresso para aprovar uma anistia aos golpistas. Isso ajuda a entender o factoide do exílio voluntário nos EUA.

Quando o clã estava por cima,o Bananinha ameaçava chamar um soldado e um cabo para fechar o Supremo. Agora que o pai se vê em apuros,ele tenta posar de perseguido político.

Ataque à China: Eduardo fabricou crise diplomática na pandemiaAo lado de Milei: Bananinha se vende como Plano B de Bolsonaro

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