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Line Skin: entenda o procedimento dermatológico feito por Maya Massafera que 'destrói' a pele

2026-04-30 HaiPress

Maya Massafera — Foto: Reprodução/Redes sociais

RESUMO

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GERADO EM: 28/04/2026 - 13:26

Maya Massafera destaca riscos do peeling profundo sem supervisão médica

Maya Massafera,aos 45 anos,compartilhou sua experiência com o procedimento dermatológico Line Skin,um peeling químico profundo que visa estimular o colágeno e reduzir manchas e rugas ao "destruir" a pele para que ela se regenere. A dermatologista Natasha Crepaldi alerta para os riscos,como cicatrizes e hiperpigmentação,e critica a banalização de peelings profundos sem supervisão médica adequada,enfatizando a necessidade de realizar esses procedimentos em ambientes controlados devido a possíveis complicações graves.

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Maya Massafera,de 45 anos,compartilhou em suas redes sociais sua experiência durante a realização do procedimento Line Skin. De acordo com a influenciadora,ele "destrói" a pele para que ela se regenere.

“A doutora vai destruir a minha pele. Vou fazer um novo procedimento,que as atrizes de Hollywood estão fazendo. Você destrói,tira toda a sua pele e depois coloca de volta para virar uma nova pele”,explica ela.

O que é o método Line Skin?

De acordo com a dermatologista Natasha Crepaldi,professora do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT),o Line Skin é um peeling químico de profundidade média a profunda que busca agredir de forma controlada as camadas profundas da pele para estimular a formação de colágeno. O principal objetivo é reduzir manchas,rugas e marcas de expressão.

Como citado por Maya,o método é frequentemente chamado de "primo do fenol".

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— Como a fórmula do Line Skin não está disponível em periódicos científicos indexados,não é possível compará-la objetivamente ao peeling de fenol clássico realizado por médicos em ambiente controlado e com monitorização — explica.

Quanto à recuperação,a especialista enfatiza que tudo depende da profundidade atingida e dos ativos utilizados.

— Peelings que estimulam o colágeno na derme exigem necessariamente descamação intensa,vermelhidão que pode durar semanas a meses e fotoproteção rigorosa por longo período. Mesmo com fórmulas modernas,complicações são frequentes e nem sempre transitórias: eritema persistente,manchas escuras (hiperpigmentação),manchas claras permanentes (hipopigmentação),linhas de demarcação e,em casos graves,cicatrizes. Promessas de recuperação rápida em peelings profundos precisam ser olhadas com ceticismo — aponta.

A dermatologista esclarece que peelings superficiais,lasers não ablativos e tratamentos de manutenção podem ser feitos mensalmente ou bimestralmente. Já procedimentos profundos,como o peeling de fenol verdadeiro,não devem ser repetidos em intervalo inferior a um ano na mesma área,porque a pele leva meses para completar a remodelação do colágeno,agredi-la antes disso aumenta o risco de cicatrizes e alterações permanentes de pigmentação.

— O que mais preocupa hoje não é o intervalo entre procedimentos,mas a banalização dos peelings profundos nas redes sociais: pacientes expostos a tratamentos agressivos sem avaliação clínica criteriosa,sem exames pré-operatórios e,muitas vezes,em ambientes que não permitem manejar uma intercorrência grave — diz.

Crepaldi também ressalta que a preocupação da comunidade médica com peelings profundos,o que resultou na proibição do peeling de fenol,se deu por conta da morte do empresário Henrique da Silva Chagas em uma clínica de estética em São Paulo,em 2024.

— A Anvisa suspendeu cautelarmente os produtos à base de fenol para fins estéticos,e a Sociedade Brasileira de Dermatologia foi enfática: peelings profundos exigem médico habilitado,ambiente controlado e monitorizado. Esses riscos não desaparecem quando a fórmula recebe um novo nome — conclui.

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