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Com glamour, looks impecáveis e humor afiado, 'O diabo veste Prada 2' une nostalgia e atualização 20 anos após original

2026-04-30 HaiPress

Cena de 'O diabo veste Prada' — Foto: Divulgação

RESUMO

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GERADO EM: 29/04/2026 - 16:06

"Sequência de 'Diabo Veste Prada' reúne elenco original após 20 anos"

A aguardada sequência de "O Diabo Veste Prada" reúne Meryl Streep,Anne Hathaway,Emily Blunt e Stanley Tucci,20 anos após o original. O filme reflete as mudanças na indústria da moda,com Andy Sachs (Hathaway) enfrentando novos desafios na revista Runway sob Miranda Priestly (Streep). Com um orçamento elevado,o longa atualiza temas como sustentabilidade e o impacto digital,mantendo o glamour e humor característicos.

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Muita coisa mudou nos 20 anos desde que o popular longa “O diabo veste Prada”,que agora ganha uma continuação,chegou aos cinemas pela primeira vez.

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Você se lembra de como era o mundo em junho de 2006? O quarteto mágico formado por Ronaldo,Ronaldinho Gaúcho,Adriano e Kaká comandava a seleção brasileira em busca do hexa na Copa da Alemanha. O Brasil chorava a partida do humorista Bussunda,do “Casseta & Planeta”. Fernanda Montenegro arrasava como a vilã Bia Falcão na novela “Belíssima”,de Silvio de Abreu. O iPhone ainda não havia sido lançado e o PlayStation estava em sua segunda edição. No mundo das séries,“24 horas” e “The Office” brilhavam no Emmy,enquanto que,no cinema,“Crash: No limite” desbancava “O segredo de Brokeback Mountain” no Oscar. Twitter,Instagram e TikTok ainda não existiam. O Facebook dava seus primeiros passos,mas ainda era preterido por outra rede no Brasil: o Orkut.

“O diabo veste Prada 2”,estrelado por Meryl Streep,acompanha Andy Sachs (Hathaway),uma jornalista premiada que passa por um momento de dificuldade na carreira e aceita a oportunidade de voltar a trabalhar na revista Runway,ainda sob comando da temida Miranda Priestly (Streep). Na publicação,Andy se depara com uma nova realidade,com a chefe precisando se adaptar aos novos tempos de crise da mídia impressa,crescimento das redes sociais e ambientes profissionais com menos tolerância para comportamentos tóxicos.

— As duas décadas que separam o original da nova produção soam como séculos,se considerarmos as inúmeras mudanças socioeconômicas que impactaram a indústria da moda — diz Paula Acioli,pesquisadora e analista de moda. — No filme de 2006,personagens e figurinos recheados de códigos de luxo exclusivos e excludentes traduziam com perfeição o espírito do tempo e a lógica que dominava a indústria no início dos anos 2000,de ditar regras e anular o debate,de impor padrões e afastar a diversidade,de incentivar o consumo desenfreado e sabotar a sustentabilidade. Interessante e oportuno o lançamento de “O diabo veste Prada 2” em tempos nos quais regras são questionáveis,o debate é inevitável e a sustentabilidade,mandatória.

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Anne Hathaway,Meryl Streep e Stanley Tucci em "O diabo veste Prada 2" — Foto: Divulgação

Baseado em best-seller homônimo de Lauren Weisberger,o longa original recebeu duas indicações ao Oscar (melhor figurino e melhor atriz,para Streep) e faturou US$ 326 milhões nos cinemas mundiais,um número impressionante para uma comédia orçada em apenas US$ 35 milhões — valor significativamente menor do que os aproximadamente US$ 150 milhões que teriam sido gastos com a continuação.

“Há 20 anos,o filme foi caracterizado como ‘filme para meninas’. Foi antes de ‘Barbie’ e ‘Mamma Mia!’,antes de os estúdios perceberem que o público também queria assistir a filmes com mulheres à frente da história. Tivemos que brigar pelo nosso orçamento. Mas agora,querido,eles gastaram dinheiro”,declarou Meryl Streep em entrevista recente ao Late Show com Stephen Colbert.

A transição de pequena joia para blockbuster internacional também se viu na divulgação do novo filme,que ganhou uma turnê global com o elenco principal que passou por Cidade do México,Tóquio,Seul,Xangai,Nova York e Londres. O Rio de Janeiro não chegou a receber a equipe do filme,mas foi palco de luxuosa première de gala na semana passada,com direito a um tapete vermelho de aproximadamente 300 metros cruzando a praça da Cinelândia,do Theatro Municipal ao Cine Odeon,onde a obra foi exibida para convidados. Fã do longa original,a apresentadora Sabrina Sato foi uma das personalidades que cruzaram o tapete vermelho carioca.

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— Eu sou completamente apaixonada por moda,então estes filmes têm tudo a ver comigo. Sou fã da primeira e da segunda versão. Amo a Meryl Streep,a Anne Hathaway,a Emily Blunt,toda a turma — afirma Sabrina,que confessa: — Tem dias que eu acordo meio Miranda,tem dias que acordo meio Emily e tem dias que sou as duas no mesmo dia.

Anna Wintour

Como é de conhecimento geral,Lauren Weisberger inspirou-se em suas experiências como assistente de Anna Wintour na Vogue para escrever o livro “O diabo veste Prada”,lançado em 2003. O bom-humor do texto da autora,aliado ao imenso carisma de Meryl Streep na adaptação cinematográfica,acabou transformando um registro que poderia ser puramente crítico em uma,digamos,vilã amada. A partir do sucesso do longa original,a própria Anna Wintour passou a aceitar melhor a fama de durona e chegou a participar da campanha de divulgação da continuação.

Anna Wintour na premiere de 'O diabo veste Prada 2',em Nova York — Foto: Lanna Apisukh/The New York Times

Apresentadora do Telecine,Renata Boldrini destaca que o primeiro filme capturou com ironia e precisão os bastidores da moda e equilibrou perfeitamente entretenimento e discurso,com cenas e frases que viraram parte do imaginário pop.

— Sei várias frases de cor até hoje — conta a jornalista. — Meryl Streep conseguiu criar uma das mais fascinantes e icônicas vilãs da história do cinema. E a jornada da personagem da Anne Hathaway se conectou com muita gente.

Boldrini,que esteve presente na première carioca do novo longa,ressalta que a continuação acertou em cheio ao manter a essência que conquistou o público: “o glamour,os looks impecáveis e o humor afiado.”

— No filme,o universo da moda evolui,deixando claro que o poder migrou do impresso pro digital. E é justamente essa passagem de tempo,20 anos depois,que dá frescor ao roteiro sem perder a identidade. Para os fãs,é aquele reencontro que entrega nostalgia e atualização na medida certa.

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