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Ano que vem a Copa é aqui: Mundial Feminino no Brasil traz oportunidades econômicas e legados sociais

2026-06-09 HaiPress

Marta em amistoso do Brasil x Estados Unidos,no último sábado — Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images

RESUMO

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GERADO EM: 08/06/2026 - 20:01

Brasil Sediará Copa do Mundo Feminina 2027: Impactos e Desafios

O Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de 2027,trazendo oportunidades econômicas e legados sociais. O evento,discutido no Rio2C,destaca o crescente interesse e potencial econômico do futebol feminino. A transmissão da Copa Feminina na Globo atingiu 56 milhões de pessoas,mas o patrocínio ainda enfrenta desafios. Iniciativas como o Centro de Treinamento da Ferroviária e projetos de marketing como o da iFood mostram a força desse mercado. O Mundial visa profissionalizar o esporte e promover mudanças culturais,segundo Juliana Agatte,do Ministério dos Esportes.

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Enquanto o planeta volta os olhos para a Copa do Mundo,o Brasil se prepara para a versão feminina,a ser realizada pela primeira vez no país,em 2027. O tema ganhou destaque no Rio2C,com painéis sobre o avanço recente da modalidade,que leva milhares de pessoas aos estádios,principalmente na Europa,e tem grande potencial econômico.

Caso bem-sucedido: No Rio,roteirista de 'La casa de papel' fala do fracasso que precedeu o sucesso da sérieLançamentos à vista: TV Globo anuncia novidades e mira 'pluralidade singular' do Brasil de várias telas

A transmissão da última Copa feminina na Globo alcançou 56 milhões de pessoas,há três anos. Mesmo assim,convencer uma marca a patrocinar equipes femininas ainda exige esforço,afirmou Dani Schneider,CEO da Agência de Atletas,empresa de marketing esportivo.

— A audiência é subestimada. Não é mais filantropia,mas ainda é preciso explicar a força do produto ao mercado — disse ela.

Marcas que entenderam esse ativo saíram na frente. Na última Copa,o iFood fez uma parceria com a Cazé TV para transmitir jogos no próprio aplicativo. Na época,a proposta se baseou em três argumentos,frisou Mairá Mendonça,head de marketing da empresa: dados e resultados efetivos,posicionamento estratégico e conexão cultural e emocional.

— O projeto mostrou um olhar visionário que as marcas podem ter. Ir para o esporte é ir a um lugar emocional,sair só do transacional e consumo. Cria conexão com a comunidade — explicou Mairá,na mesa “A Nova Economia do Esporte Feminino: Protagonismo,Marcas e Patrocínio”.

As parcerias podem ir além dos patrocínios em transmissões de eventos. Com investimentos da Petrobras,por exemplo,a Ferroviária está construindo o primeiro Centro de Treinamento do Brasil dedicado exclusivamente ao futebol feminino. Outra iniciativa apoiada pela estatal foi a versão feminina do Cartola. Em 2025 foram criados 220 mil times no fantasy game.

— A gente precisa ter referências para mudar uma cultura. Conforme a gente vai abrindo os espaços,o futebol feminino vai ficando natural — afirmou Ana Claudia Esteves,gerente de publicidade e mídia da Petrobras.

Para Juliana Agatte,secretária da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Ministério dos Esportes,o Mundial é uma plataforma de política pública no Brasil,com o objetivo de profissionalizar o esporte em todas suas fases.

— Diferente da Copa de 2014,e suas grandes infraestruturas,temos focado no legado social e esportivo,para que a gente consiga dar o recado e desconstruir preconceitos que permeiam o futebol feminino — afirmou Agatte,na mesa “Copas do Mundo: Mídia,Cultura e o Futuro do Futebol”.

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