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Com desaceleração do aço na China, Vale vê Índia como novo motor de crescimento para suas exportações de minério de ferro

2026-06-09 HaiPress

O vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale,Gustavo Pimenta,escolhido como CEO — Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

RESUMO

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GERADO EM: 08/06/2026 - 19:56

Vale aposta na Índia para crescimento com demanda chinesa estável

A Vale,principal produtora de minério de ferro,vê a Índia como novo motor de crescimento à medida que a demanda chinesa estabiliza. Apesar do conflito no Irã,a demanda por seus minérios segue robusta,com elevação na previsão de fluxo de caixa livre. A empresa foca em recursos próprios e avalia a entrada no mercado de terras-raras,enquanto Omã permanece estratégico apesar das restrições logísticas.

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A Vale,maior produtora global de minério de ferro,não enxerga evidências de redução da demanda por seus minérios relacionada à guerra nos mercados de metais e tem visto margens crescentes à medida que o conflito com o Irã interrompe o fluxo de matérias-primas,afirmou ontem o CEO Gustavo Pimenta.

A mineradora brasileira está focando na exploração de seus próprios recursos em vez de buscar aquisições,disse Pimenta em entrevista ao serviço de TV da agência Bloomberg no Rio de Janeiro. A demanda mundial por minerais críticos tem sido “superconstrutiva” para a mineradora brasileira,acrescentou.

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As interrupções no Estreito de Ormuz aumentaram os preços dos combustíveis e os custos de frete para mineradoras como a Vale,que viu pressões de custos compensarem os ganhos de preço e produção durante o primeiro trimestre.

Canaã dos Carajás,no Pará: Vista aérea do pátio de estocagem do Complexo S11D da mineradora Vale — Foto: Ricardo Teles / Agência Vale / Divulgação

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A empresa elevou em US$ 1,5 bilhão a previsão de fluxo de caixa livre para seu principal produto,o minério de ferro,para refletir a alta nos preços da commodity desde o início da guerra com o Irã. A empresa agora espera que o minério tenha um preço médio de US$ 112 por tonelada este ano,acima dos US$ 102 previstos em seu cenário pré-conflito.

Aço indiano

Pimenta afirmou na entrevista que está “muito otimista” em relação às perspectivas para o ano. Embora a China,um dos principais importadores de minério de ferro do Brasil,provavelmente já tenha atingido seu pico de produção de aço,a Vale prevê que o crescimento da demanda será impulsionado cada vez mais por outras regiões,como o Sudeste Asiático,a Europa e os Estados Unidos.

A Índia será um importante motor de crescimento,dobrando sua produção de aço bruto na próxima década,afirmou o CEO.

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A Vale suspendeu as operações de um complexo de pelotização em Omã até o terceiro trimestre,devido a restrições logísticas relacionadas à guerra. As operações da Vale em Omã têm uma capacidade de produção anual de 9 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro,ou aproximadamente 29% da produção total da empresa.

Ontem,Pimenta afirmou que a reabertura terá que esperar até que o conflito arrefeça. Apesar da guerra no Oriente Médio,a Vale considera Omã um centro estratégico para abastecer clientes na região,disse ele.

Terras-raras

A Vale tem estudado se uma incursão no setor de terras-raras faz sentido estratégico para a empresa,incluindo a avaliação de oportunidades no Brasil. O país sul-americano detém as maiores reservas mundiais dos 17 elementos essenciais para a transição energética fora da China.

No entanto,Pimenta afirmou que ainda existem dúvidas,principalmente em relação à escala e à capacidade da Vale de competir efetivamente com os produtores internacionais consolidados de terras raras. Por ora,a prioridade da Vale é concentrar-se em áreas onde possui expertise e escala,como cobre e níquel,observou ele.

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