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Petro reconhece 'fracasso' diante da violência da guerrilha do ELN na Colômbia

2025-01-22 IDOPRESS

O presidente da Colômbia,Gustavo Petro — Foto: Brendan Smialowski /AFP

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GERADO EM: 22/01/2025 - 01:14

Presidente da Colômbia reconhece falha contra ELN e ONU se preocupa com conflito no Catatumbo

Presidente da Colômbia reconhece falha diante da violência do ELN,com 80 mortos e 32 mil deslocados na fronteira com a Venezuela. Conflito entre guerrilhas no Catatumbo preocupa ONU. Petro nega espionagem,mas enfrenta críticas por não conter grupos armados. A paz no país é desafiada pelo fortalecimento das organizações durante seu mandato. A situação coloca em risco a estratégia de diálogo com grupos armados adotada desde 2022.

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O presidente da Colômbia,Gustavo Petro,reconheceu,nessa terça-feira,como um "fracasso" o recrudescimento da violência da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) na fronteira com a Venezuela,que já deixa 80 mortos e cerca de 32 mil deslocados.

Conflito entre guerrilhas no nordeste da Colômbia deixa mais de 80 mortos

Desde a quinta-feira,diferentes focos de conflito eclodiram no país,o mais grave na região do Catatumbo,fronteiriça e repleta de cultivos de drogas,onde rebeldes do ELN enfrentam dissidentes das antigas Farc e atacam a população civil.

Grafite em casa na cidade colombiana de Cucuta,fronteira com a Venezuela,diz 'ELN presente' — Foto: Schneyder Mendoza/AFP

"A situação no Catatumbo ensina. Também se aprende com os fracassos e há um fracasso. Um fracasso da nação [...] Por que será que o ELN hoje,poucos meses depois de estar muito fraco,militarmente falando,está forte?",questionou o presidente de esquerda,que negociava a paz com os rebeldes até a sexta-feira.

Desde que a violência explodiu,milhares de deslocados fogem para municípios mais seguros ou para a Venezuela,em um êxodo sem precedentes recentes,que remete às piores épocas do conflito armado.

O secretário-geral da ONU,António Guterres,disse também nessa terça que estava "profundamente preocupado" e pediu o "fim imediato dos atos de violência contra a população civil" no Catatumbo.

Petro nega espionagem ilegal após denúncia de magistrados na Colômbia

Até agora,a Força Pública não entrou nas zonas críticas para enfrentar os rebeldes. Os mais de 5 mil soldados destacados se concentraram em resgatar,em helicópteros,a população em risco.

A violência coloca em xeque a aposta do presidente de alcançar a paz com todos os grupos armados na Colômbia.

Seus opositores o acusam de ser indulgente com os grupos armados e asseguram que as organizações se fortaleceram durante o seu mandato.

A Defensoria do Povo atualizou o número de deslocados para 32 mil e garantiu que "houve um anúncio do ELN segundo o qual vai desescalar o conflito".

De acordo com o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Colômbia,no Catatumbo há 30 pessoas "privadas da liberdade" e denunciou o confinamento de mil pessoas,entre elas "23 comunidades indígenas".

Desde que chegou ao poder,em 2022,Petro aposta por uma saída dialogada para o conflito com guerrilhas,gangues e grupos de narcotraficantes.

Levantado em armas desde 1964 e de inspiração guevarista,o ELN tem cerca de 5.800 combatentes e uma ampla rede de colaboradores,segundo a inteligência militar.

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