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O que Dirceu tem dito em conversas reservadas com integrantes do governo Lula

2025-02-28 HaiPress

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) — Foto: Cristiano Mariz/O Globo

Não foi só com Lula que José Dirceu falou ao telefone nos últimos dias a respeito das mudanças que ele defende que sejam feitas no governo do PT para recuperar a popularidade do presidente e garantir a reeleição em 2026.

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Além de Lula,com quem esteve pessoalmente há alguns dias e falou ao telefone na semana passada,o ex-ministro da Casa Civil também já teve conversas reservadas com o chefe de gabinete,Marco Aurélio Ribeiro,o Marcola,o ministro da Fazenda,Fernando Haddad,e o favorito de Lula à presidência do PT,Edinho Silva.

Em todas as conversas,Dirceu defendeu mudanças na organização do governo para melhorar a articulação política não só com o Congresso mas também com os empresários,o agronegócio e o mercado financeiro.

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Aliado de Haddad no PT e seu defensor no governo,o ex-ministro da Casa Civil do primeiro mandato de Lula tem feito duras críticas ao governo nos bastidores.

O discurso se repete em público,ainda que de forma mais comedida.

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No final de janeiro,ele publicou um artigo na Folha de S. Paulo com uma lista de pontos que considera importantes para que o governo se reinvente nessa segunda parte do terceiro mandato.

No texto,ele defende que Haddad lidere a agenda econômica (em contraposição à corrente interna do PT que diz que o ministro é excessivamente fiscalista e obediente à Faria Lima). Diz também que não adianta mudar a comunicação sem melhorar a articulação com os setores econômicos.

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Na agenda de Dirceu também consta o estímulo à agricultura familiar e a formação de estoques reguladores para conter a inflação dos alimentos,além de uma nova política industrial e o reforço de alianças com a China para enfrentar a ofensiva tarifária dos Estados Unidos sob Donald Trump sobre os produtos de exportação.

Depois da publicação,Dirceu passou a fazer essas conversas reservadas com integrantes do governo e da cúpula do PT com quem tem mais afinidade.

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O movimento visa ganhar terreno na disputa interna do partido para influenciar o rumo do governo Lula nesta segunda metade do terceiro mandato.

O presidente,que já conversou com Dirceu pelo menos duas vezes nas últimas semanas,não tem dado muitas pistas do que fará. Mas a troca da ministra da Saúde Nísia Trindade por Alexandre Padilha,da mesma corrente de Dirceu no PT,mostra que aos poucos o ex-ministro de Lula vai retomando a influência que já teve no partido e no governo.

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No evento de aniversário de 45 anos do partido,no Rio de Janeiro,Lula fez um desagravo público a seu ex-ministro ao dizer que “o José Dirceu sabe o que é ser vítima da mentira. O companheiro Delúbio também sabe. O companheiro Vaccari não está aqui hoje”,referindo-se às condenações e à prisão de Dirceu nos casos do mensalão e do petrolão.

“Eles primeiro contam mentiras para tentar nos destruir. Eu sei o que eles fizeram comigo”,afirmou Lula sobre os 580 dias de prisão em Curitiba,entre 2018 e 2019.

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Dirceu foi condenado no âmbito da Operação Lava-Jato a mais de 23 anos de prisão por corrupção passiva,lavagem de dinheiro e organização criminosa. Teve as penas anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023,na esteira das decisões que desfizeram as condenações da Lava-Jato. O ex-ministro também já tinha sido condenado pelo mensalão,e foi perdoado pelo ministro Luís Roberto Barroso,do STF,por entender que se encaixava nos critérios do indulto natalino de 2016.

Pelo mensalão,o ex-ministro foi condenado a 7 anos e 11 meses de prisão e passou a cumprir a pena em 15 de novembro de 2013,após se esgotarem as possibilidades de recurso.

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