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Gleisi recusa conciliação com deputado bolsonarista que afirmou que Lula a 'ofereceu' ao Congresso 'como um cafetão'

2025-05-06 HaiPress

Gleisi discursa durante evento para comemorar aniversário do PT — Foto: Sergio Silva / Fundação Perseu Abramo

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GERADO EM: 05/05/2025 - 22:56

Gleisi Hoffmann Recusa Conciliação e Processa Deputado por Difamação

A ministra Gleisi Hoffmann (PT) recusou a conciliação com o deputado Gustavo Gayer (PL-GO),que a difamou ao compará-la a uma "garota de programa". Em queixa-crime no STF,Gleisi pede indenização de R$ 30 mil por danos morais. Sua defesa considera a proposta da PGR "inadequada" e ofensiva,sublinhando a impossibilidade de uma solução amigável. Declarações de Gayer não estariam protegidas por imunidade parlamentar,argumentam os advogados.

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A ministra das Relações Institucionais,Gleisi Hoffmann (PT),se manifestou contra a realização de uma audiência de conciliação com o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO). A petista apresentou,em março,uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o parlamentar por difamação e injúria.

Com troca no Ministério das Mulheres: Lula faz 12ª mudança no primeiro escalão desde o início do mandatoEntenda: Vereador do PL terá que indenizar PT por de relacionar partido com PCC,CV e as Farc

A defesa de Gleisi afirma que a proposta de conciliação da Procuradoria Geral da República (PGR) é “inadequada”,“ultrajante” e “ofensiva” à ministra e que,em casos como esse,“a possibilidade de uma composição amigável é remota,senão inexistente”.

Na queixa-crime,Gleisi pede que Gayer pague uma reparação de R$ 30 mil por danos morais. Em março,após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que havia colocado uma "mulher bonita" para cuidar da articulação política,Gayer comparou a ministra a uma "garota de programa" e falou que a ministra,o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ),que é seu namorado,e o presidente do Senado,Davi Alcolumbre (União Brasil-AP),poderiam ser um "trisal".

Na queixa-crime,os advogados de Gleisi argumentam que o deputado realizou "ataques diversos e ofensas desarrazoadas,temperadas com afirmações agressivas e lascivas contra a atual" e teve como objetivo "constranger e humilhar" a ministra.

Os advogados afirmam que as declarações não podem ser protegidas pela imunidade parlamentar. "O desempenho da função legislativa não engloba a difusão de mentiras maliciosamente propagadas contra adversários políticos sem o menor contexto",argumentam.

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